quarta-feira, 23 de abril de 2008

A procura por, a dita e o q importa pra tê-la.


O filme "Declínio do Império Americano" d Denys Arcand, q nada tem a ver com política e a quase constante burra escolha d presidentes dos norte americanos, traz uma questão a ser pensada: "A felicidade individual diminui a glória d uma nação, d uma civilização"? Mas pra q uma nação gloriosa, se quem faz parte dela não o é!? É como se o interior d um veículo q parece perfeito por fora fosse totalmente degradado.
Além dessa questão, ainda pode-se perceber um certo questionamento sobre o q realmente importa para ser feliz. Mostra uma quebra d padrões ditos como definitivamente certos e imutáveis.
A partir d algumas conclusões tiradas dessa produção, parece q as maiores dificuldades d alcançar a felicidade são impostas por nós mesmos. Achamos sempre acontecimentos melhores do q constatações, o futuro melhor do q o presente. Além disso, ficamos presos a regras das quais discordamos muitas vezes.
Sem mais discorrer sobre felicidade e a procura por ela, acabo esse post com duas citações q falam por si mesmas:
"Da Felicidade

Quantas vezes a gente, em busca de aventura,
Procede tal e qual o avozinho infeliz:
Em vão, por toda parte, os óculos procura,
Tendo-os na ponta do nariz!"

Mario Quintana

"Não é preciso morrer para ir ao paraíso, comece com com Doutor Ppper e termine com Uísque"
Um personagem q ama blues d Jack Kerouac

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Menos "Coca-Cola" e mais "destilado".


Televisão, mp3, computador, INTERNET! Tudo isso nos faz viver um pouco mais artificialmente, mais sem sentir o real "feeling" q a arte deve passar. A noção d q isso acontece já está passando batida pela geração q mais usa essas tecnologias, o q, certamente, não é d todo mal, por divulgar estrondosamente o q é bom (e o q é ruim também); mas, o "ao vivo e a cores" não pode ser deixado d lado.
O filme "Hair" d Milos Forman desperta esse saudosismo com as gerações passadas e sua forma d apreciar o simples, mas realmente valioso. Em uma atmosfera totalmente hippie, o musical deixa qualquer um querendo ter vivido na época das melhores edições do Woodstock.
Com esse espírito mais "destilado" e um pouco menos artificial é q com boatos, q muitos dizem como certos já, a alegria toma conta d muitos fãs brasileiros. Para o segundo semestre desse ano, bons shows não faltarão: The Gossip, Feist, Bloc Party, Amy Winehouse, Muse, Radiohead, Klaxons e, o mais recente, Franz Ferdinand. O melhor d tudo é q há possiblidade d alguns tocarem em festivais e, assim, possibilitar q os fãs comuns a duas ou mais bandas possam assistir seus ídolos sem ter d acabar com o salário do mês.
Economizando e vivendo "Coca-Colarmente" mais um pouco para não se desligar do mundo, entremos, pelo menos durante os shows, na "Era d Aquário", como Forman chamou em seu filme o tempo em q a vida será vivida plenamente.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Três livros, um filme e todas as músicas do mundo.


Dizem por "aew" q intelectuais comunicam-se sem trocar uma palavra sequer, q tem pensamentos parecidos simultaneamente ou, até mesmo, em épocas diferentes sem nem mesmo conhecer trabalhos d seus antecessores. Enquanto Darwin bolava sua teoria e tinha receio d publicá-la, Alfred Russel Wallace publicou em 1858 um manuscrito com idéias muito similares as q fizeram o primeiro cientista citado tão famoso como ele é hoje.
O maravilhoso dessa história é q nem só na ciência isso ocorre. Em toda forma d arte, sentimentos e idéias são compartilhados. A loucura (leia-se também "liberdade"), tão louvada no já citado aqui "Elogio da Loucura" d Erasmo de Rotterdam, aparece frequentemente nas mais variadas formas d expressão.
Luís Fernando Veríssimo, o escritor mais divertido do RS, senão do Brasil, no livro "Orgias" deixou sua forma d pensar sobre tal assunto: "Os loucos são livres e vivem presos por isso"; "Mas eu desconfio q a única pessoa livre, realmente livre, completamente livre, é a q não tem medo do ridículo." Antes dele, foi a vez d Jack Kerouac em "On the Road": "... pessoas mesmo são os loucos, os q estão loucos para viver, loucos para falar, loucos para serem salvos, q querem tudo ao mesmo tempo agora, aqueles q nunca bocejam e jamais falam chavões, mas queimam, queimam, queimam como fabulosos fogos d artifício explodindo como constelações em cujo centro fervilhante - pop! - pode-se ver um brilho azul e intenso até q todos "aaaaaaah!""
Um dia o cinema já foi algo completamente maluco d se pensar: "Ver imagens em movimento projetadas em uma tela branca? Impossível!" Muitos disseram. Um exeplo mais atual: o personagem d Woody Allen, no filme "Annie Hall" (Noivo Neurótico, Noiva Nervosa; em português), fala para sua namorada tipicamente novaiorquina: "... É o problema dos intelectuais: Provam q mesmo sendo brilhantes podem não entender nada. Por outro lado, o corpo não mente como sabemos." Agir com os instintos do corpo é uma maneira d liberdade e, portanto, d loucura, considerada por Erasmo.
A música... impossível escolher "A" música, todas elas dispertam sentimentos e fazem tudo parecer diferente d como é, ou seja, geram loucura! No livro "Além do Bem e do Mal", Nietzsche concorda: "Através da música as paixões gozam a si mesmas."
Viva a ligação atemporal dos intelectos q mudam o mundo!